Não precisa de uma ideia para empreender

Francisco Santolo: O que é inovação disruptiva?

Aprendizagem

A inovação disruptiva é aquela gerada por uma empresa quando, por meio de uma nova tecnologia ou um novo modelo de negócio, tem a capacidade de conquistar um mercado existente, oferecendo uma proposta de superação que torna obsoleta a proposta do até então líder do mercado, seja pelos benefícios ou pelo preço.

Clayton Christensen, professor da Harvard Business School e influente pensador de negócios, através de suas pesquisas sobre o fenômeno da disrupção, explica que é um comportamento lógico de pensamento para qualquer bom CEO proteger seu negócio atual e não perseguir iniciativas que poderiam canibalizar seu principal modelo de negócios e sua principal fonte de receita. 

Seguindo esta lógica, as grandes corporações são presas da disrupção gerada por novos concorrentes que capturam o mercado com uma solução melhor por causa de sua conveniência, simplicidade ou acessibilidade.

Como propõe a conclusão de Clayton Christensen para o dilema do inovador, a melhor maneira de trabalhar a inovação, seja ela tecnológica ou de modelo de negócios, é gerar uma unidade autônoma. Uma equipe independente das decisões e critérios que a empresa-mãe considere razoáveis para seu negócio principal. Esta equipe deveria funcionar como uma start-up e não veria os recursos atribuídos a ela comprometidos.

Esta é geralmente a fórmula de inovação proposta para grandes corporações, mas os empreendedores também podem adotar esta lógica de crescimento interno progressivo e trabalho periférico disruptivo. Isto pode ser alcançado começando a oferecer soluções para pequenos nichos, gerando iterações, aprendendo e melhorando a proposta, alcançando assim outro nicho e, progressivamente, conquistando o mercado de uma forma que, além de adquirir um sólido crescimento em aprendizagem e rentabilidade, as operações do empreendimento permanecem sempre abaixo do radar de concorrentes potenciais e a interrupção os surpreende quando a start-up está madura o suficiente para enfrentá-lo.

É importante compreender, como Francisco Santolo, CEO da Scalabl, explica no vídeo, que uma tecnologia em si não é disruptiva. Ideação ou invenção sem comercialização não resulta em inovação, muito menos em disrupções, que implica assumir a liderança de um mercado existente.

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