Não precisa de uma ideia para empreender

Estratégias para evitar a disrupção nas empresas

A inovação disruptiva é aquela gerada por uma empresa quando, por meio de uma nova tecnologia ou um novo modelo de negócio, tem a capacidade de conquistar um mercado existente, oferecendo uma proposta de superação que torna obsoleta a proposta do até então líder do mercado, seja pelos benefícios ou pelo preço.

Clayton Christensen, professor da Harvard Business School e influente pensador de negócios, através de suas pesquisas sobre o fenômeno da disrupção, explica que é um comportamento lógico de pensamento para qualquer bom CEO proteger seu negócio atual e não perseguir iniciativas que poderiam canibalizar seu principal modelo de negócios e sua principal fonte de receita. Seguindo esta lógica, as grandes corporações são presas da disrupção gerada por novos concorrentes que capturam o mercado com uma solução melhor por causa de sua conveniência, simplicidade ou acessibilidade.

Franisco Santolo, CEO da Scalabl, neste podcast propõe alternativas para evitar a disrupção:

- Trabalhar sobre a cultura e o tipo de liderança. Somente se uma cultura inovadora for cultivada é que a inovação pode ocorrer. Isto implica, para todos os níveis de gestão, sair da zona de conforto. Sair da zona de conforto porque uma cultura inovadora implicará uma relação mais horizontal na equipe - renunciando à estrutura da política corporativa -, implicará uma mudança na maneira de trabalhar, redefinindo a eficiência como sinônimo de aprendizagem e dissociando-a da repetição de tarefas "que sempre foram feitas de uma certa maneira". Acima de tudo, isso envolverá a capacidade de adaptação à mudança e à incerteza. 

- Como propõe a conclusão de Clayton Christensen para o dilema do inovador, a melhor maneira de trabalhar a inovação, seja ela tecnológica ou de modelo de negócios, é gerar uma unidade autônoma. Uma equipe independente das decisões e critérios que a empresa-mãe considere razoáveis para seu negócio principal. Esta equipe deveria funcionar como uma start-up e não veria os recursos atribuídos a ela comprometidos.

- Incentivar uma vocação para o estudo e a aprendizagem contínua. Estar atento às tendências em tecnologia e modelos de negócios que podem provocar disrupção no setor em que a empresa trabalha.

- Entender que o futuro dos negócios não é uma questão de produtos ou serviços, ou mesmo de um único vertical ou indústria, mas de modelos de negócios. E, com esse imenso espectro de possibilidades que a constante busca e adaptação dos modelos de negócios traz, em vez de se apegar ou estagnar no que funcionou em algum momento, mas pegar o melhor do modelo atual e procurar o próximo que gere um negócio melhor em cada novo contexto. Para conseguir isso, as grandes empresas podem tirar proveito da metodologia do empreendedorismo.

 

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